Um blogue de música para mim e quem o quiser apanhar, a girar desde 1 de Dezembro de 2012.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
#167 - CHANGES*, Black Sabbath / Ozzy Osbourne
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
#164 - BLACK NIGHT, Deep Purple
O hard rock e o heavy metal foram designações arranjadas pela indústria à maior carga eléctrica que os jovens músicos britânicos da segunda metade da década de 1960 e início da seguinte imprimiram ao british blues, carga essa guarnecida pelos solos instrumentais, em especial da guitarra e da bateria. Dessa malta, em primeiro estavam os Led Zeppelin e depois vinham todos os outros. E na linha da frente desse outros todos contavam-se os Deep Purple, cinco grandes músicos, como se ouve. Black Night é um single de 1970; em baixo, os Purple em Copenhaga, dois anos mais tarde. Eu cresci a ouvir estes gajos e a ouvi-los vou morrer. Ámen.
domingo, 1 de fevereiro de 2015
#163 - BOYS DON'T CRY, The Cure
O riff será sempre reconhecível e atribuível. (Os rapazes, por vezes, são fracos.)
Em baixo, no programa do grande Jools Holland.
sábado, 31 de janeiro de 2015
#162 - HIDE & SEEK, Curved Air
Um grande som de rock-fusão-folk de que se fez (e ainda faz) o esplêndido rock progressivo dos Curved Air. Abertura excepcional, piano e bateria a criarem atmosfera, seguindo-se o fraseado da guitarra até à grande pedra que é o riff, a introduzir a extraordinária Sonja Kristina.
Em baixo, filme recente com o line up actual, maior protagonismo do violino (bem conseguido, aliás), restando apenas Sonja Kristina e o baterista Florian Pilkington-Miksa da formação original. Entre a gravação original de Air Conditioning (1970) e esta actuação há quarenta anos de intervalo.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
#161- CORCOVADO /QUIET NIGHTS OF QUIET STARS, Stan Getz & João Gilberto
O casamento perfeito do jazz com a bossa nova. Astrud Gilberto, cantando a versão em inglês, o piano de Tom Jobim (o compositor), o sax de Getz, voz e guitarra de Gilberto. O sax de alma dengosa de Getz; o piano grandiosamente minimal de Jobim, Gilberto etéreo e eterno. Que lindo.
Em baixo, a delicada Astrud e um combo de suporte (quase diria ser o SG no sax, mas nã me parece).
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
#160 - LOGUNEDÉ, Gilberto Gil
Divindade do panteão do candomblé, Logunedé tem sido, parece que incorrectamente, conotado, entre outras coisa, com a ambiguidade sexual. É um leitura que pode fazer-se deste tema de Gil.
Excelente em Montreux, em baixo.
domingo, 25 de janeiro de 2015
#159 - COTTON FIELDS, Creedence Clearwater Revival / John Fogerty
Versão do tema de Leadbelly, gravado pela primeira vez em 1940, reminiscências de infância do velho trovador negro.
Em baixo, John Fogerty, o frontman dos CCR.
Em baixo, John Fogerty, o frontman dos CCR.
sábado, 24 de janeiro de 2015
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
domingo, 18 de janeiro de 2015
#156 - AISHA, John Coltrane / Brent Gallagher Trio
Aisha era a mulher de McCoy Tyner, o compositor, que aqui ouvimos ao piano. Coltrane grava uma balada de um dos seus sidemen, algo que não era frequente. Ela, a balada (quanto à musa, não no sei) era magnífica. O solo da trompete é de Freddie Hubbard. O trabalho de Elvin Jones com as vassouras é notavelmente caricioso, como o impõe esta lânguida música amorosa.Em baixo, o Quinteto de Brent gallagher, em 2011.
sábado, 17 de janeiro de 2015
#155 - CALDONIA*, Louis Jordan
Jumpin' blues, mas também a primeira vez que a propósito de uma composição, em 1945 se escreveu a expressão rock'n'roll. E acabou por tornar-se uma das músicas da minha vida: «Son, keep away from that woman, she ain't no good!», desde que ouvida pela primeira vez, passou a ser uma espécie de private joke lá em casa, entre mim e a minha irmã...
#154 - ANNIE'S SONG*, John Denver
Que musa se não foi para inspirar uma música destas. Que alegria a vida com uma musa a inspirar-nos assim.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
#153 - BORN ON THE BAYOU, Creedence Clearwater Revival
Puro rock americano, com travo sulista. Um clássico.
Em baixo, as aventuras duma banda americana em terras da rainha Isabel (Royal Albert Hall, 1970).
domingo, 11 de janeiro de 2015
#152- BLANK GENERATION*, Richard Hell & The Voidoids
Rápido, iconoclasta, directo e insolente. A vocalização desrespeitosa de Hell ficou sempre no meu imaginário.
Em baixo, em Nova Iorque, no CBGB, em 1980.
sábado, 10 de janeiro de 2015
#151 - BADGE*, Cream
Uma perfeição de 2'45'', feita por Clapton e Harrison, amigos e cúmplices, para o álbum de despedida dos Cream, Goodbye (1969). Harrison, que, por razões contratuais, toca a guitarra-ritmo sob o pseudónimo de L'Angelo Misterioso; Clapton canta e sola; Jack Bruce Ginger Baker e Felix Pappalapardi, baixo, bateria e mellotron, respectivamente. Cada instrumento responde ao outro, num crescendo de mais & melhor desafio, até àquele final em suspensão -- oh!, obra-prima...
Em baixo, os Cream no Royal Albert Hall em 2006, já então veteraníssimos.
Bruce, que eu vi tocar em 1998, morreu já com 2014 a caminhar para o fim.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
#150 - AS YET UNTITLED, Terence Trent D'Arby (Sananda Maitreya)
D'Arby, que entretanto passou a chamar-se Sananda Maitreya. Música magnífica a capella, e grande poema, com, em 1987, Mandela no pensamento.
Em baixo, homenagem ao recém-libertado herói em Wembley, 1990.
domingo, 4 de janeiro de 2015
sábado, 3 de janeiro de 2015
#148 - ALL THE THINGS YOU ARE, Johnny Griffin / Dizzy Gillespie
Depois da introdução de Winton Kelly ao piano, da exposição do tema e duns compassos caribenhos, aos 55 segundos o sax tenor de Griffin ataca e contagia, imparável, até aos 3'18'', passando o testemunho a Hank Mobley; segue-se Lee Morgan à trompete; o último sax a entrar é o de John Coltrane, que bem que se percebe!; fecha a secção rítmica, Kelly, Chambers e, sempre notável, Art Blakey em diálogo com Griffin de novo. Standard da autoria de Jerome Kern, edição de 1957.
Em baixo, Griffin com o grande Dizzy Gillespie a fazer as despesas do arranque, trinta anos depois; Slide Hampton, Hank Jones e Ed Gomez solam e swingam sem perderem o aprumo; na bateria, Ed Thipgen não sola, mas está em todas.
Em baixo, Griffin com o grande Dizzy Gillespie a fazer as despesas do arranque, trinta anos depois; Slide Hampton, Hank Jones e Ed Gomez solam e swingam sem perderem o aprumo; na bateria, Ed Thipgen não sola, mas está em todas.
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