domingo, 2 de novembro de 2014

#124 - BASIN STREET BLUES, Jack Teagarden

O índio Jack Teagarden, grande trombonista, e cantor dum raio! Ele também tinha o direito a cantar os blues.

sábado, 1 de novembro de 2014

#123 - AVALANCHE*, Leonard Cohen

Nem apetece escrever, só ouvir. Só o dedilhar e o fraseado de Cohen, servindo a letra, bastaria para fazer desta uma canção avassaladora. A introdução das cordas, certamente pelo produtor, Bob Johnston, dá-lhe um plus que torna redundante o que se diga.
Em baixo, Cohen em Zurique (2013).

terça-feira, 28 de outubro de 2014

#122 - COUNTDOWN, John Coltrane / The Graeme Wilson Quartet

Precedido duma introdução quase marcial da bateria, um lençol sonoro de Coltrane, durante algum tempo acompanhado apenas pelos pratos, depois bombo e por fim tarola; cadência do piano e aceleração de Paul Chambers, no contrabaixo, a segundos do fim, com citação de Tune Up , de Miles Davis.
Em baixo, o combo de Graeme Wilson.

#121 - DIAMOND SMILES*, The Boomtown Rats / Bob Geldof

A veia satírica de Geldof tinha piada, mas o que me interessava nos Boomtown Rats era mesmo a sua grande música. E ao vivo eram extraordinários (escrevi sobre o seu concerto no Pavilhão do Dramático de Cascais, em 1981, creio...). The Fine Art Of Surfacing,1979: muito bem produzido, todo bom. É um dos meus discos.
Em baixo, só Geldof, em 2005. Mais giro com os Rats.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

#120 - EARTHRISE, Camel / La Ruta de la Seda

O rock progressivo não era para amadores. Cilindrado pelo punk rock em 77, e com alguma razão (mas isso é uma história que não cabe aqui), deu a melhor música de fusão que alguma vez se ouviu. Eu, que cresci a ouvir os Camel, entre outros, e fui apanhado teenager pelo niilismo do no future, nunca optei, e ainda hoje presto culto a uns e a outros. 
Este instrumental, «Earthrise» (Latimer & Bardens) é bem demonstrativo dessa tentativa de fusão de músicos de mão cheia: o diálogo entre a guitarra e as teclas é arrebatador, o suporte da secção rítmica é perfeito. Os nomes: Andrew Latimer (guitarra), Peter Bardens (teclados), Andy Ward (bateria) e Doug Ferguson (baixo). E em baixo, La Ruta de la Seda, banda espanhola de homenagem aos Camel. E vejam o puro gozo dos músicos. Isto não é mesmo para amadores.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

#119 - ALL THAT YOU HAVE IS YOUR SOUL, Tracy Chapman


Her mama told her -- o enlevo entre a harmónica e o violoncelo, na calmaria afectuosa das guitarras. Numa delas está o Neil Young.


domingo, 19 de outubro de 2014

#118 - 1000 STARS, Big Country

Guitarras como gaitas-de-foles. Big Country, banda escocesa do malogrado Stuart Adamson, que ainda pude ver em Cascais, poucos anos antes, com os Skids. Guitarras como gaitas-de-foles.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

#117 - AND WHEN I DIE*, Blood Sweat & Tears

Versão do original de Laura Nyro, em tom western, por esta grande banda de fusão, que, à medida que avança, introduz um som mais bluesy. E, para mim, David Clayton-Thomas é um dos grande vocalistas de sempre da música popular anglo-americana. Oiçam-no, em estúdio e ao vivo (no Japão, em baixo, em excelente pareceria com Steve Katz, na harmónica).

terça-feira, 14 de outubro de 2014

#116 - ÇA FAIT D'EXCELLENTS FRANÇAIS, Maurice Chevalier

Canção de motivação e elogio à República Francesa e ao patriotismo dos concidadãos, que ultrapassava as diferenças ideológicas. Da esquerda à direita, todos estavam unidos para defender o país. O avanço alemão foi o que se sabe, rápido e devastador. O carácter bonacheirão do cantor e da sua soldadesca ficava em cacos em face da disciplina e do poderio das armas da Alemanha hitleriana, sem graça nenhuma, porém eficazes. Para a banda sonora da drôle de guerre.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

#115 - ACROSS THE LINES, Tracy Chapman

Uma pequena jóia da magnífica Tracy Chapman, como um mecanismo de relojoaria em que tudo se conjuga e acerta: a voz, a percussão, o baixo, a letra.

domingo, 12 de outubro de 2014

#114 - CAN'T FIND MY WAY HOME, Blind Faith

Já haviam vencido quando chegaram (Steve Winwood, Eric Clapton, Ginger Baker e Ric Grech) e rapidamente de foram. Blind Faith é o único álbum dos Blind Faith. A personalidade melódica de Winwood é muito reconhecível neste tema.

#113 - BACKWATER BLUES, Big Bill Broonzy / Bessie Smith & James P. Johnson

Tema da grande Bessie Smith, recriado por Broonzy; blues do sul negro e profundo.
Em baixo, BBB filmado em Itália.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

#112 - 32-20 BLUES, Eric Clapton / Robert Johnson / Colin Hodgkinson

Me And Mr Johnson (2004) é um excepcional disco de Clapton, só com versões do mítico Robert Johnson.
32-20 Blues, ela passou a noite fora e ele está por aqui e vai resolver o assunto a tiro. É a dor do corno. 
Em baixo, no baixo, e que baixo!, Colin Hodgkinson, outro nome antigo do british blues.  

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

#111 - ADAGIO*, do Concerto #1 para piano de Brahms, Barenboim & Barbirolli / Kissin & Temirkanov

Diz-se que o Adagio deste primeiro Concerto para piano de Brahms é em intenção de Schumann, seu mentor, falecido enquanto o hamburguês trabalhava na composição desta peça. Mas não posso deixar de ver (ouvir) reflectido o duplo drama do grande respeito e afecto por Robert e a paixão pela mulher deste, também compositora, Clara.
Reproduzo a gravação de Barenboim e Barbirolli com a New Philharmonia Orchestra, aquela que possuo (de 1967). Em baixo, Evgeny Kissin e Yuri Temirkanov, com a Orquestra Filarmónica de São Petersburgo.

 

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

#110 - BALL AND CHAIN, Big Brother & The Holding Company / Big Mama Thornton

Para começar, Cheap Thrills (1968) dos Big Brother & The Holding Company, soberba combinação do acid-rock da Costa Oeste com os blues sulistas, seria sempre um dos álbuns que levaria para a ilha deserta. Janis Joplin está enorme, inultrapassável. Apetecia escrever que foi a maior cantora branca da América no século passado, se conhecesse todas as cantoras brancas da América no século passado. Mas sei  que está entre as maiores. (Outra razão para levá-lo para a ilha: a capa do divino Robert Crumb.)
Ball And Chain, tema de Big Mama Thornton, teve uma segunda e eterna vida com a versão desta pérola que se chamou Janis, e Big Mama ficou-lhe grata, por isso, e com mais dinheiro também.
Em baixo, a muito conhecida actuação no Festival de Monterey, Janis revela-se ao mundo. Jimi Hendrix, no início do filme, (a)parece sem saber ainda o que está para vir e para ver; no fim, Mama Cass Elliot, boquiaberta e rendida. É tudo para ouvir, e muitas vezes.


segunda-feira, 6 de outubro de 2014

#109 - BECO DO TISO, Eugénia Melo e Castro & Wagner Tiso

Eugénia Melo e Castro é única (acho que ainda é). Em 1982 dava o tiro de partida com este tema de Kleiton Ramil, faixa de abertura de Terra de Mel, gravado no ano anterior. É incrível o que ela, então novíssima, conseguiu; por isso digo que foi única (acho que ainda é). O Brasil era já de há muito uma superpotência musical, e ela aposta, grava e insiste. O dueto com Tiso na RTP é incrível, oiça-se quando ele sola e ela acompanha com a voz. É grande música.

sábado, 4 de outubro de 2014

#108 - A BIA DA MOURARIA, Carminho

Este fado tem tudo para que eu o deteste. Mas a Carminho canta tãobemtãobemtãobem, mas tão bem, e aquela voz ginga duma maneira tal, que tenho de postá-lo aqui (do álbum Fado, 2009).

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

#107 - ACERCATE MÁS, Nat King Cole

Música do cubano Osvaldo Farrés para o incomparável Rei Cole. O disco, de 1958, foi, de resto, gravado na Havana, com a orquestra de Armando Romeu Jr. 
O primaveril pizzicato inicial em contraste com a voz grave de Nat...

sábado, 27 de setembro de 2014

#106 - BASTA UM DIA, Chico Buarque / Bibi Ferreira

Chico Buarque ao seu melhor nível -- que é sempre elevado. A música, a letra, o arranjo de Francis Hime, tudo aqui é excelso. De Meus Caros Amigos (1976).
Em baixo, a grande Bibi Ferreira, para quem a música foi composta, como actriz principal na peça Gota d'Água (1975) de C.B. e Paulo Pontes.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

#105 - ANOTHER GIRL, ANOTHER PLANET*, The Only Ones

Mais uns que ficaram pelo caminho no turbilhão dos fins de '70. Já new wave, um no future neste planeta without you, um solo de guitarra breve q.b., mas a querer outros voos, um som já menos rugoso e também menos visceral. Ainda se ouve bem.