Um blogue de música para mim e quem o quiser apanhar, a girar desde 1 de Dezembro de 2012.
quarta-feira, 18 de março de 2015
#192 - LOVE HER MADLY, The Doors
Música e letra de Robbie Krieger (o terceiro a contar da esquerda), a propósito dele e da namorada, que devia ser qualquer coisa... (Dá ideia que sim, pela forma como Morrison canta Yeaaahh, don't you loove heeer?...) Mixed feelings & grande balanço.
Em baixo, vale por vermos Krieger e Manzarek a tocar; já nem tanto pelo boneco articulado madame tussaud. É penoso e era escusado.
terça-feira, 17 de março de 2015
segunda-feira, 16 de março de 2015
domingo, 15 de março de 2015
sábado, 14 de março de 2015
sexta-feira, 13 de março de 2015
quinta-feira, 12 de março de 2015
quarta-feira, 11 de março de 2015
terça-feira, 10 de março de 2015
segunda-feira, 9 de março de 2015
#190 - APANHEI-TE, CAVAQUINHO (Ernesto Nazareth), Arthur Moreira Lima
Ernesto Nazareth (Rio de Janeiro, 1863-1934), foi um compositor autodidacta, livre, portanto, para pegar na música de salão europeia e dar-lhe um colorido brasileiro, como claramente se ouve nesta polca tocada por Arthur Moreira Lima. Aqui há trópico.
domingo, 8 de março de 2015
#189 - ALL I WANNA BE (IS BY YOUR SIDE), Peter Frampton
Em 1972, a música não tinha pressa. Por isso, Frampton, saído dos Humble Pie, anda às voltas com a guitarra como se houvesse o amanhã que efectivamente houve [Frampton Comes Alive], muito acompanhado, entre outros, por Ringo na bateria.
Em baixo, quatro anos mais tarde, nos Estados Unidos.
sábado, 7 de março de 2015
#188 - ALL BLUES, Miles Davis
Considerado por muitos o maior álbum de jazz de sempre (o que quer isto signifique), Kind Of Blue (1959) reúne um naipe de assombro: além do próprio Miles (trompete), Cannonball Adderley (sax alto, segundo solo), John Coltrane (sax tenor, o terceiro a solar) e uma secção rítmica do outro mundo: Bill Evans (piano, quarto solo), Paul Chambers (contrabaixo) e Jimmy Cobb (bateria), impressionante nos 11'33'' -- o único sobrevivente desta gravação e que eu tive a sorte de ver tocar, no Estoril, há alguns anos.
Em baixo, Miles Davis superstar aos 65 anos, em França, em 1991, ano que foi também o da sua morte. Pontificam Chick Corea (piano) e Dave Holland (contrabaixo), mas atenção também aqui ao trabalho do baterista, Al Foster, forçosamente diferente do de Cobb. Aliás, não se pode comparar a filigrana sonora permitida pelo conforto do estúdio com o resultado dum concerto ao ar livre para milhares de pessoas. O melhor é ouvir os dois.
quinta-feira, 5 de março de 2015
#187 - BROTHERS IN ARMS*, Dire Straits
O álbum até é mauzote, mas a música que lhe dá o título, e o encerra, vale por todas. Composta por ocasião da Guerra das Falkland / Malvinas, reflecte sobre a maldade absoluta dos conflitos armados. (Quanto a mim, estando de acordo, não deixo de sublinhar que pode haver, e há, guerras justas, mas isso não é para aqui chamado, agora). Knopfler, talvez o grande guitar hero da sua geração, tornou lancinante a guitarra, como só o medo e a morte.
Em baixo, por ocasião do 70º aniversário de Nelson Mandela, então preso havia 24 anos, um nobilíssimo ser humano que quando foi preciso, quando foi forçado, pegou em armas para travar o bom combate. Clapton aparece no fim. O momento é belo, solene e comovente.
quarta-feira, 4 de março de 2015
segunda-feira, 2 de março de 2015
domingo, 1 de março de 2015
#184 - CHATTANOOGA CHOO CHOO, Glenn Miller Orchestra
Sobre comboios e música, da popular à erudita, muito haveria que contar, por pena bem informada. Quanto a mim, deixo este excerto de Sun Valley Serenade (1941), para o qual a música foi concebida, e registo o diálogo dos metais, as apóstrofes das madeiras, o esplêndido swing da secção rítmica, os arranjos vocais para os Modernaires e Tex Beneke, e o sapateado...
#183 - L'APPRENTI SORCIER (Paul Dukas), Mata / Jurovsky / Stokowski
Um soberbo divertimento do francês Paul Dukas, datado de 1897 -- e que moderno ele continua... --, a partir de Goethe.
Primeiro, o meu disco: Eduardo Mata com a Orquestra Sinfónica de Dallas; depois a gravação ao vivo da Orquestra Sinfónica de Moscovo -- Filarmónica Russa, dirigida por Mikhail Jurovsky; finalmente, Mickey, pois então!, que o globalizou pela imaginação de Disney, sendo que o rato é dirigido por Leopold Stokowski para Fantasia (1940), nesta célebre curta de animação realizada por James Algar.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
#182 - FANFARE FOR THE COMMON MAN (Aaron Copland), Eugene Ormandy / James Levine
Composta em 1942, esta peça orquestral funciona como um ímpeto patriótico na chamada às armas do soldado americano contra as potências do Eixo.
O primeiro registo, Eugene Ormandy com a Orquestra de Filadélfia, de 1963, é um dos que possuo; em baixo, James Levine com a Filarmónica de Nova Iorque.
#181 - LES BOYS, Dire Straits
Pode ser uma paródia a certo tipo de comunidades gay, mas nada que se deva levar muito a sério. (Hoje em dia, com a ditadura do politicamente correcto, duvido que ela viesse a lume.) A velha Munique com toada mediterrânica. Não sei se Genet será referido em mais alguma música rock...
O vídeo em baixo tem a particularidade de ser anterior a Making Movies (1980), o álbum que prefiro dos DS, e apresentar ainda David Knopfler, que entretanto abandonará o grupo, não participando já nessa gravação.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
#179 - DO ANYTHING YOU WANNA DO*, Eddie And The Hot Rods
Produzido pelo excepcional Steve Lillywhite, esta foi, para mim, a passagem perfeita do prog rock para o punk rock. A música esticava-se, não terminava logo, deixando-nos insaciados. E depois tinha aquelas palavras directas de que andávamos todos a precisar, e era cantado com gana, mais duas guitarras em sobressalto, o baixo inquieto, a bateria rebarbativa. Lembro-me de pelos fins do anos 70 subir a Rua Direita, em Cascais, e ver o cartazes que reproduziam a imagem deste álbum, anunciando um concerto no Pavilhão do Dramático. Não fui vê-los, porra.
Em baixo, em Essen, há uns meses. Estão velhos, mas parecem contentes.
Nota: Como pode ler-se na caixa de comentários, fiz confusão com o local dos concertos. Mais um bocadinho e já passaram 40 anos. Porra...
Em baixo, em Essen, há uns meses. Estão velhos, mas parecem contentes.
Nota: Como pode ler-se na caixa de comentários, fiz confusão com o local dos concertos. Mais um bocadinho e já passaram 40 anos. Porra...
domingo, 22 de fevereiro de 2015
#178 - BLOWIN' IN THE WIND, Bob Dylan
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Editada há 52 anos, é daquelas músicas que interpelam as pessoas enquanto houver injustiça e opressão, enquanto o mal, nada metafísico mas bem palpável, persistir entre os homens, enquanto houver quem se arrogue a prerrogativa de pisar quem não tem força para se rebelar. Música para a História, portanto, para a História do Futuro.
sábado, 21 de fevereiro de 2015
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
#175 - BOOGIE CHILLEN, John Lee Hooker
Operário numa fábrica de Detroit durante o dia, músico à noite. Hooker foi dos primeiros a electrificar a guitarra nos blues. Esta é uma história de vida, da sua vida quando garoto, que após os cânticos na igreja local, pegava na guitarra e ia animar as festas e os bailes. Parece que a mãe não aprovava.
#174 - AMAZING, Aerosmith
Nem pelo espanto redentor de estar vivo ou pela alegria da libertação do jugo dos estupefacientes; não foi por isso que resolvi postar esta musiquinha banal, antes pelo solo da guitarra de Joe Perry, no fim. Aliás, o final é todo um programa musical, e de rádio. É tão bom, que tinha de vir parar aqui.
domingo, 15 de fevereiro de 2015
sábado, 14 de fevereiro de 2015
#172 - DOWN TO THE WATERLINE, Dire Straits
Um professor de inglês e ex-jornalista que devém improvável guitar hero. A guitarra e a técnica de Mark Knopfler, o som retro como sonoridade de marca, uma voz castigada, entre Dylan e J. J. Cale, uma cantiguinha sobre amores juvenis furtivos que abria o primeiro álbum dos Dire Straits (1978).
Em baixo, em Colónia, no ano seguinte.
Em baixo, em Colónia, no ano seguinte.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
#171 - ALL IN ALL (THIS ONE LAST WILD WALTZ)*, Kevin Rowland and Dexys Midnight Runners
Não sei se o Kevin Rowland já explicou o que queria dizer com esta letra, incluindo o último verso erm gaélico ou coisa que o valha, mas deve ser sério; porém, como na música o que me interessa, em 90% dos casos, é mesmo a música, direi que esta é uma das minhas valsas, perfeita do canto de Rowland ao solo de Helen O'Hara, da secção rítmica aos coros. Em baixo, no ano da gravação, 1982, que deve ter sido quando os vi na Festa do Avante!, no Alto da Ajuda. (Agora encurtaram o nome para Dexys.)
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
#170 - AQUARELA DO BRASIL,João Gilberto, Caetano Veloso & Gilberto Gil
Tema inescapável de Ary Barroso, envolvendo certa concepção turística de Brasil (um pouco como o nosso «Abril em Portugal»), reinterpretada por João Gilberto, em 1981. Ler análise excelente aqui. Em baixo, J.G. ao vivo na Globo, no ano seguinte.
domingo, 8 de fevereiro de 2015
sábado, 7 de fevereiro de 2015
#168 - AFTER YOU'VE GONE, Benny Goodman / Buddy DeFranco
Velho standard (1918), tocado e gravado por quase toda a gente. Benny Goodman registou-o várias vezes. Este é de 1945. Goodman ao clarinete, Red Norvo no vibrafone e Teddy Wilson swingam desenfreadamente; e oiça-se o solo de contrabaixo com arco de Slam Stewart em diálogo com o clarinete, e a finalizar em êxtase, Goodman, Norvo e Wilson. É a loucura.
Em baixo, numa homenagem ao mesmo Goodman, em 1991, o excelente Buddy DeFranco (falecido na véspera do último Natal), numa fantástica formação. Vale a pena estar atento à guitarra do veteraníssimo Herb Ellis.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
#167 - CHANGES*, Black Sabbath / Ozzy Osbourne
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
#164 - BLACK NIGHT, Deep Purple
O hard rock e o heavy metal foram designações arranjadas pela indústria à maior carga eléctrica que os jovens músicos britânicos da segunda metade da década de 1960 e início da seguinte imprimiram ao british blues, carga essa guarnecida pelos solos instrumentais, em especial da guitarra e da bateria. Dessa malta, em primeiro estavam os Led Zeppelin e depois vinham todos os outros. E na linha da frente desse outros todos contavam-se os Deep Purple, cinco grandes músicos, como se ouve. Black Night é um single de 1970; em baixo, os Purple em Copenhaga, dois anos mais tarde. Eu cresci a ouvir estes gajos e a ouvi-los vou morrer. Ámen.
domingo, 1 de fevereiro de 2015
#163 - BOYS DON'T CRY, The Cure
O riff será sempre reconhecível e atribuível. (Os rapazes, por vezes, são fracos.)
Em baixo, no programa do grande Jools Holland.
sábado, 31 de janeiro de 2015
#162 - HIDE & SEEK, Curved Air
Um grande som de rock-fusão-folk de que se fez (e ainda faz) o esplêndido rock progressivo dos Curved Air. Abertura excepcional, piano e bateria a criarem atmosfera, seguindo-se o fraseado da guitarra até à grande pedra que é o riff, a introduzir a extraordinária Sonja Kristina.
Em baixo, filme recente com o line up actual, maior protagonismo do violino (bem conseguido, aliás), restando apenas Sonja Kristina e o baterista Florian Pilkington-Miksa da formação original. Entre a gravação original de Air Conditioning (1970) e esta actuação há quarenta anos de intervalo.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
#161- CORCOVADO /QUIET NIGHTS OF QUIET STARS, Stan Getz & João Gilberto
O casamento perfeito do jazz com a bossa nova. Astrud Gilberto, cantando a versão em inglês, o piano de Tom Jobim (o compositor), o sax de Getz, voz e guitarra de Gilberto. O sax de alma dengosa de Getz; o piano grandiosamente minimal de Jobim, Gilberto etéreo e eterno. Que lindo.
Em baixo, a delicada Astrud e um combo de suporte (quase diria ser o SG no sax, mas nã me parece).
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
#160 - LOGUNEDÉ, Gilberto Gil
Divindade do panteão do candomblé, Logunedé tem sido, parece que incorrectamente, conotado, entre outras coisa, com a ambiguidade sexual. É um leitura que pode fazer-se deste tema de Gil.
Excelente em Montreux, em baixo.
domingo, 25 de janeiro de 2015
#159 - COTTON FIELDS, Creedence Clearwater Revival / John Fogerty
Versão do tema de Leadbelly, gravado pela primeira vez em 1940, reminiscências de infância do velho trovador negro.
Em baixo, John Fogerty, o frontman dos CCR.
Em baixo, John Fogerty, o frontman dos CCR.
sábado, 24 de janeiro de 2015
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
domingo, 18 de janeiro de 2015
#156 - AISHA, John Coltrane / Brent Gallagher Trio
Aisha era a mulher de McCoy Tyner, o compositor, que aqui ouvimos ao piano. Coltrane grava uma balada de um dos seus sidemen, algo que não era frequente. Ela, a balada (quanto à musa, não no sei) era magnífica. O solo da trompete é de Freddie Hubbard. O trabalho de Elvin Jones com as vassouras é notavelmente caricioso, como o impõe esta lânguida música amorosa.Em baixo, o Quinteto de Brent gallagher, em 2011.
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