segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

#164 - BLACK NIGHT, Deep Purple

O hard rock  e o heavy metal foram designações arranjadas pela indústria à maior carga eléctrica que os jovens músicos britânicos da segunda metade da década de 1960 e início da seguinte imprimiram ao british blues, carga essa guarnecida pelos solos instrumentais, em especial da guitarra e da bateria. Dessa malta, em primeiro estavam os Led Zeppelin e depois vinham todos os outros. E na linha da frente desse outros todos contavam-se os Deep Purple, cinco grandes músicos, como se ouve. Black Night  é um single de 1970; em baixo, os Purple em Copenhaga, dois anos mais tarde. Eu cresci a ouvir estes gajos e a ouvi-los vou morrer. Ámen.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

#163 - BOYS DON'T CRY, The Cure

O riff  será sempre reconhecível e atribuível.  (Os rapazes, por vezes, são fracos.)
Em baixo, no programa do grande Jools Holland. 


sábado, 31 de janeiro de 2015

#162 - HIDE & SEEK, Curved Air

Um grande som de rock-fusão-folk de que se fez (e ainda faz) o esplêndido rock progressivo dos Curved Air. Abertura excepcional, piano e bateria a criarem atmosfera, seguindo-se o fraseado da guitarra até à grande pedra que é o riff, a introduzir a extraordinária Sonja Kristina. 
Em baixo, filme recente com o line up  actual, maior protagonismo do violino (bem conseguido, aliás), restando apenas Sonja Kristina e o baterista Florian Pilkington-Miksa da formação original. Entre a gravação original de Air Conditioning (1970) e esta actuação há quarenta anos de intervalo.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

#161- CORCOVADO /QUIET NIGHTS OF QUIET STARS, Stan Getz & João Gilberto

O casamento perfeito do jazz com a bossa nova. Astrud Gilberto, cantando a versão em inglês, o piano de Tom Jobim (o compositor), o sax de Getz, voz e guitarra de Gilberto. O sax de alma dengosa de Getz; o piano grandiosamente minimal de Jobim, Gilberto etéreo e eterno. Que lindo.
Em baixo, a delicada Astrud e um combo de suporte (quase diria ser o SG no sax, mas nã me parece).

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

#160 - LOGUNEDÉ, Gilberto Gil

Divindade do panteão do candomblé, Logunedé tem sido, parece que incorrectamente, conotado, entre outras coisa, com a ambiguidade sexual. É um leitura que pode fazer-se deste tema de Gil.
Excelente em Montreux, em baixo.

domingo, 25 de janeiro de 2015

#159 - COTTON FIELDS, Creedence Clearwater Revival / John Fogerty

Versão do tema de Leadbelly, gravado pela primeira vez em 1940, reminiscências de infância do velho trovador negro.
Em baixo, John Fogerty, o frontman dos CCR.

sábado, 24 de janeiro de 2015

#158 - BALLAD OF HOLLIS BROWN, Bob Dylan / Rise Against

Uma balada folk que nos atira para um cenário pesado, com as cores da Grande Depressão. O filme da banda de Chicago, Rise Against, de 2012, coloca-nos, aliás, em pleno Grapes Of Wrath (As Vinhas da Ira), esse livro fundamental de John Steinbeck.

domingo, 18 de janeiro de 2015

#156 - AISHA, John Coltrane / Brent Gallagher Trio

Aisha era a mulher de McCoy Tyner, o compositor, que aqui ouvimos ao piano. Coltrane grava uma balada de um dos seus sidemen, algo que não era frequente. Ela, a balada (quanto à musa, não no sei) era magnífica. O solo da trompete é de Freddie Hubbard. O trabalho de Elvin Jones com as vassouras é notavelmente caricioso, como o impõe esta lânguida música amorosa.
Em baixo, o Quinteto de Brent gallagher, em 2011.

sábado, 17 de janeiro de 2015

#155 - CALDONIA*, Louis Jordan

Jumpin' blues, mas também a primeira vez que a propósito de uma composição, em 1945 se escreveu a expressão rock'n'roll. E acabou por tornar-se uma das músicas da minha vida: «Son, keep away from that woman, she ain't no good!», desde que ouvida pela primeira vez, passou a ser uma espécie de private joke lá em casa, entre mim e a minha irmã...

#154 - ANNIE'S SONG*, John Denver

Que musa se não foi para inspirar uma música destas. Que alegria a vida com uma musa a inspirar-nos assim.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

#153 - BORN ON THE BAYOU, Creedence Clearwater Revival

Puro rock americano, com travo sulista. Um clássico.
Em baixo, as aventuras duma banda americana em terras da rainha Isabel (Royal Albert Hall, 1970).


domingo, 11 de janeiro de 2015

#152- BLANK GENERATION*, Richard Hell & The Voidoids

Rápido, iconoclasta, directo e insolente. A vocalização desrespeitosa de Hell ficou sempre no meu imaginário.
Em baixo, em Nova Iorque, no CBGB, em 1980.

sábado, 10 de janeiro de 2015

#151 - BADGE*, Cream

Uma perfeição de 2'45'', feita por Clapton e Harrison, amigos e cúmplices, para o álbum de despedida dos Cream, Goodbye (1969). Harrison, que, por razões contratuais, toca a guitarra-ritmo sob o pseudónimo de L'Angelo Misterioso; Clapton canta e sola; Jack Bruce Ginger Baker e Felix Pappalapardi, baixo, bateria e mellotron, respectivamente. Cada instrumento responde ao outro, num crescendo de mais & melhor desafio, até àquele final em suspensão -- oh!, obra-prima...
Em baixo, os Cream no Royal Albert Hall em 2006, já então veteraníssimos.
Bruce, que eu vi tocar em 1998, morreu já com 2014 a caminhar para o fim.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

#150 - AS YET UNTITLED, Terence Trent D'Arby (Sananda Maitreya)

D'Arby, que entretanto passou a chamar-se Sananda Maitreya. Música magnífica a capella, e grande poema, com, em 1987, Mandela no pensamento. 
Em baixo, homenagem ao recém-libertado herói em Wembley, 1990.

domingo, 4 de janeiro de 2015

#149 - O BARCO VAI DE SAÍDA, Fausto

Adicionar legenda
Se eu tivesse de escolher um só disco português para a ilha deserta seria Por Este Rio Acima, do Fausto, obra superior de música popular, que faz jus à obra-prima em que se baseou, a Peregrinação, de Fernão Mendes Pinto. Para já, zarpe-se com uma chula.

sábado, 3 de janeiro de 2015

#148 - ALL THE THINGS YOU ARE, Johnny Griffin / Dizzy Gillespie

Depois da introdução de Winton Kelly ao piano, da exposição do tema e duns compassos caribenhos, aos 55 segundos o sax tenor de Griffin ataca e contagia, imparável, até aos 3'18'', passando o testemunho a Hank Mobley; segue-se Lee Morgan à trompete; o último sax a entrar é o de John Coltrane, que bem que se percebe!; fecha a secção rítmica, Kelly, Chambers e, sempre notável, Art Blakey em diálogo com Griffin de novo. Standard  da autoria de Jerome Kern, edição de 1957.
Em baixo, Griffin com o grande Dizzy Gillespie a fazer as despesas do arranque, trinta anos depois; Slide Hampton, Hank Jones e Ed Gomez solam e swingam sem perderem o aprumo; na bateria, Ed Thipgen não sola, mas está em todas.



quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

#147 - HEAVENLY POP IT*, The Chills

And it all seems larger than life to me / I find it rather hard to believe -- maneira fantástica de começar o ano. 
Dum-dum-daa-da-da-da-da...
Em baixo, os Chills lá nos antípodas.

sábado, 27 de dezembro de 2014

#146 - AÑOS, Mercedes Sosa e Raimundo Fagner

Música com aquela marca de doçura e gravidade do cubano Pablo Milanés, aqui num dueto da argentina Mercedes Sosa com o brasileiro Raimundo Fagner, e que integra o lp deste, Traduz[c]ir-se (1981). Título aliás excelente, reflectindo como a misceginação é importante em tudo, a começar e a acabar na música. Fagner, cearense filho de libanês, é disso mesmo um eloquente exemplo.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

#145 - DUNKIRK*, Camel

De Music Inspired by The Snow Goose (1975), um concept album muito do agrado das bandas prog dos anos '70, baseado numa novela do norte-americano Paul Gallico (1897-1976). Esta faixa fala  da travessia do Canal da Mancha de Rhayader (o protagonista) e da célebre Batalha de Dunquerque, com as tropas franco-britânicas encurraladas pelos panzer alemães. 
Lembro-me de como isto me empolgava (muita guitarra e bateria aéreas eu toquei ao som disto).
Em baixo, Andy Latimer, o único Camel original, no ano passado, na Holanda. 

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

#144 - ADESTE FIDELES [THE PORTUGUESE HYMN]*, Bing Crosby

A celebração da vinda do Menino Jesus, texto medieval e musicado por D. João IV, atribuição mais provável. Os ingleses traduziram-no e chamaram-lhe The Portuguese Hymn. Descoberto em Vila Viçosa, não se sabe como foi parar a Inglaterra. Uma das hipóteses é a do casamento de Catarina de Bragança com Carlos II. Assim com a princesa portuguesa e futura rainha, receberam não apenas o chá (que passou a ser das cinco), Tânger e Bombaim, como  uma música admirável, património universal, com ou sem Unesco. 
Antes de saber destas coisas em torno do nosso rei Restaurador, já a voz de barítono de Bing Crosby me aconchegava os Natais. Em cima, cantado na rádio, em 1942; em baixo numa cena com Ingrid Bergman, filme do ano seguinte. Feliz Natal!

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

#141 - BEHIND THE LINES, Phil Collins

Do primeiro álbum a solo de Phil Collins, Face Value (1981). É um bom disco com algumas reminiscências da sua banda principal Genesis (o tema é aliás dos três que ficaram...), mas, gravado nos EUA, é mais virado para o r&b e o funk, então pujante (não esquecer que ele é também um músico de jazz e fusão, que praticou na outra banda, Brand X, sem esquecer o projecto The Phil Collins Big Band. Numa ou noutra faixa um aviso à navegação para os altos voos comerciais que rapidamente iria empreender, para desgosto de muitos, meu inclusive.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

#140 - THE BEAT*, Elvis Costello & The Attractions

Ora isto lembra-me mesmo umas férias de Verão, em 1979, quando fiz girar muitas vezes este lp, e ainda muitas mais desde então. Era um beat diferente, mais estival e familiar do que aquele a que Elvis Costello se refere -- até porque nem tinha idade para ser bad boy.

sábado, 13 de dezembro de 2014

#139 - O BARQUINHO, João Gilberto / Roberto Menescal

Uma jóia de 2'35'', uma obra-prima, a música no tempo certo, os arranjos (aqueles metais portuários...), a letra de Ronaldo Bôscoli, um brisa mariha perfeita. 
Em baixo, Roberto Menescal, o compositor, em bossa-jazz.

#138 - BILLERICAY DICKIE, Ian Dury

Ian Dury foi único no modo como pegava em toda a música. É o caso deste típico music hall inglês, incluindo a brejeirice. Em baixo, no Hammersmith Odeon, em 1985, o gozo é notório.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

#137 - ADAGIO MA NON TROPPO, Josef Suk

De Dvorák, grande e único, o Adagio  do Concerto para violino, pelo seu bisneto, Josef Suk. A Orquestra Filarmónica Checa toca nas duas gravações. Em cima, regida por Karel Ancerl, na totalidade (é o disco que tenho, e não consegui arranjar só a parte do Adagio); em baixo, o segundo andamento, dirigido por outro maestro checo, Václav Neumann. O violino de Suk é um «Stradivarius».

domingo, 30 de novembro de 2014

#136 - AIR BORN*, Camel

Um auto-retrato do excelente Andy Latimer, lá das regiões etéreas,e de 1976.
Em baixo, na Holanda, no ano passado. Comove-me vê-lo, após uma grave doença e uma prolongada paragem.

sábado, 29 de novembro de 2014

#135 - BACHARACH / DAVID MEDDLEY, Carpenters

Outra vez Burt Bacharach (não está mal, para quem lhe desdenhava a música, por comercial -- oh, a idade...). Mas não me interessa nada o Bacharach, antes a mestria dos arranjos de Richard Carpenter, a voz de veludo de Karen Carpenter, a sua bateria, a sua graça. E depois, isto leva-me para o Inverno na Avenida de Nice, no Estoril, onde vivi, uma rua com eucaliptos, um capote bege, manhã cedo, ida para a escola. E postais de Paris... 

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

#132 - GOD GIVE ME STRENGTH*, Elvis Costello & Burt Bacharach

Com Bacharach anda sempre mel no ar e os violinos adejam, por vezes perigosamente. Costello sempre gostou muito dele. Fizeram esta música incrível, e resolveram compor um álbum inteiro, o estupendo Painted From Memory (1998).

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

#131 - DE L'AUBE À MIDI SUR MER* Jean Fournet / Valery Gergiev

Ut pictura musica -- Tal como a pintura, assim é a música. Não fui eu quem parafraseou a expressão horaciana, mas a ligação de Debussy ao Impressionismo foi mais do que explorada. Basta fechar os olhos e ouvir a tela.
Primeiro andamento de La Mer. Esquisses Symphoniques. A interpretação de Jean Fournet com a Filarmónica Checa é o registo que me tem sempre acompanhado. Como não há filme, escolhi o russo Valery Gergiev com a Sinfónica de Londres.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

#130 - EYE OF THE STORM, Camel / The Humps

O tema é de Kit Watkins, então recém-entrado, e integra-se muito bem no  veio elegíaco dos Camel.
Em baixo, versão da banda-homenagem The Humps.

sábado, 15 de novembro de 2014

#129 - BECAUSE THE NIGHT*, Patti Smith Group

A música é de Springsteen, e tem todo o punch  do Boss.

#128 - THE BIRDS WILL STILL BE SINGING, Elvis Costello & The Brodsky Quartet

Declan MacManus, a.k.a. Elvis Costello, é um dos grandes autores de canções de sempre. Esta experiência com o Brodsky Quartet, com cartas apócrifas a Julieta Capuleto, é um dos muitos testemunhos disso mesmo. Ouça-se esta beleza de além-túmulo.

domingo, 9 de novembro de 2014

#127 - AIREGIN, Sonny Rollins & Miles Davis / Stan Getz & Chet Baker

Airegin (ou Nigeria ao contrário...). Abre Sonny Rollins o autor do tema, Miles Davis sola primeiro. Na secção rítimica Percy Heath, Kenny Clarke e Horace Silver, cujo diálogo do piano com os sopros é precioso.
Em baixo, sopram Stan Getz e Chet Baker, Estocolmo, 1983. 

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

#126 - AI MEU AMOR SE BASTASSE, Aldina Duarte

Um fado tradicional (de Pedro Rodrigues) com letra magnífica de Manuela de Freitas, como o são todas as suas letras, Aldina Duarte a cantar cheia de nervo fadista, exímio José Manuel Neto à guitarra, muito bem acompanhado à viola por Carlos Manuel Proença.
Em baixo, no Sr. Vinho. À guitarra Carlos Macedo, bestial.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

#125 - BERLIN WALL, The Sons Of The Blues

No Festival de Jazz de Berlim de 1977, estes filhos dos blues de Chicago resolveram presentear os espectadores com um libelo anti-Muro; o que não deixa de ser uma curiosa manifestação de solidariedade por parte de quem veiculava uma música que ansiava pela libertação.
Em baixo, dois desses SOB's: Billy Branch (voz e harmónica) e Lurrie Bell (guitarra), muitos anos depois.

domingo, 2 de novembro de 2014

#124 - BASIN STREET BLUES, Jack Teagarden

O índio Jack Teagarden, grande trombonista, e cantor dum raio! Ele também tinha o direito a cantar os blues.

sábado, 1 de novembro de 2014

#123 - AVALANCHE*, Leonard Cohen

Nem apetece escrever, só ouvir. Só o dedilhar e o fraseado de Cohen, servindo a letra, bastaria para fazer desta uma canção avassaladora. A introdução das cordas, certamente pelo produtor, Bob Johnston, dá-lhe um plus que torna redundante o que se diga.
Em baixo, Cohen em Zurique (2013).

terça-feira, 28 de outubro de 2014

#122 - COUNTDOWN, John Coltrane / The Graeme Wilson Quartet

Precedido duma introdução quase marcial da bateria, um lençol sonoro de Coltrane, durante algum tempo acompanhado apenas pelos pratos, depois bombo e por fim tarola; cadência do piano e aceleração de Paul Chambers, no contrabaixo, a segundos do fim, com citação de Tune Up , de Miles Davis.
Em baixo, o combo de Graeme Wilson.

#121 - DIAMOND SMILES*, The Boomtown Rats / Bob Geldof

A veia satírica de Geldof tinha piada, mas o que me interessava nos Boomtown Rats era mesmo a sua grande música. E ao vivo eram extraordinários (escrevi sobre o seu concerto no Pavilhão do Dramático de Cascais, em 1981, creio...). The Fine Art Of Surfacing,1979: muito bem produzido, todo bom. É um dos meus discos.
Em baixo, só Geldof, em 2005. Mais giro com os Rats.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

#120 - EARTHRISE, Camel / La Ruta de la Seda

O rock progressivo não era para amadores. Cilindrado pelo punk rock em 77, e com alguma razão (mas isso é uma história que não cabe aqui), deu a melhor música de fusão que alguma vez se ouviu. Eu, que cresci a ouvir os Camel, entre outros, e fui apanhado teenager pelo niilismo do no future, nunca optei, e ainda hoje presto culto a uns e a outros. 
Este instrumental, «Earthrise» (Latimer & Bardens) é bem demonstrativo dessa tentativa de fusão de músicos de mão cheia: o diálogo entre a guitarra e as teclas é arrebatador, o suporte da secção rítmica é perfeito. Os nomes: Andrew Latimer (guitarra), Peter Bardens (teclados), Andy Ward (bateria) e Doug Ferguson (baixo). E em baixo, La Ruta de la Seda, banda espanhola de homenagem aos Camel. E vejam o puro gozo dos músicos. Isto não é mesmo para amadores.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

#119 - ALL THAT YOU HAVE IS YOUR SOUL, Tracy Chapman


Her mama told her -- o enlevo entre a harmónica e o violoncelo, na calmaria afectuosa das guitarras. Numa delas está o Neil Young.


domingo, 19 de outubro de 2014

#118 - 1000 STARS, Big Country

Guitarras como gaitas-de-foles. Big Country, banda escocesa do malogrado Stuart Adamson, que ainda pude ver em Cascais, poucos anos antes, com os Skids. Guitarras como gaitas-de-foles.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

#117 - AND WHEN I DIE*, Blood Sweat & Tears

Versão do original de Laura Nyro, em tom western, por esta grande banda de fusão, que, à medida que avança, introduz um som mais bluesy. E, para mim, David Clayton-Thomas é um dos grande vocalistas de sempre da música popular anglo-americana. Oiçam-no, em estúdio e ao vivo (no Japão, em baixo, em excelente pareceria com Steve Katz, na harmónica).

terça-feira, 14 de outubro de 2014

#116 - ÇA FAIT D'EXCELLENTS FRANÇAIS, Maurice Chevalier

Canção de motivação e elogio à República Francesa e ao patriotismo dos concidadãos, que ultrapassava as diferenças ideológicas. Da esquerda à direita, todos estavam unidos para defender o país. O avanço alemão foi o que se sabe, rápido e devastador. O carácter bonacheirão do cantor e da sua soldadesca ficava em cacos em face da disciplina e do poderio das armas da Alemanha hitleriana, sem graça nenhuma, porém eficazes. Para a banda sonora da drôle de guerre.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

#115 - ACROSS THE LINES, Tracy Chapman

Uma pequena jóia da magnífica Tracy Chapman, como um mecanismo de relojoaria em que tudo se conjuga e acerta: a voz, a percussão, o baixo, a letra.