Não tenho grandes dúvidas de que Out Of Africa tem assegurado um destino equivalente ao de Casablanca. E se Bogart e Bergman contribuíram para isso decisivamente, o momento angular do filme é "As Time Goes By", entoada por um constrangido Dooley Wilson. O filme de Pollack tem outra parelha histórica (Streep e Redford) e também um conflito triangular. Mas a banda sonora de Barry -- um nome imprescindível da música incidental -- é poderosíssima e alimenta-lhe a mística pelos tempos afora (inesquecível a cena do voo, o enleamento de ambos, os planos de Pollack e os sons de "Flying Over Africa"...) Aqui é o tema de abertura, dirigindo o próprio compositor sobre uma orquestra não mencionada (!); em baixo a Orquestra Sinfónica do Teatro Castelar de Elda (Alicante), conduzida por Octavio J. Peidró.Um blogue de música para mim e quem o quiser apanhar, a girar desde 1 de Dezembro de 2012.
sábado, 8 de fevereiro de 2014
#54 I HAD A FARM IN AFRICA - John Barry, Octavio J. Peidró
Não tenho grandes dúvidas de que Out Of Africa tem assegurado um destino equivalente ao de Casablanca. E se Bogart e Bergman contribuíram para isso decisivamente, o momento angular do filme é "As Time Goes By", entoada por um constrangido Dooley Wilson. O filme de Pollack tem outra parelha histórica (Streep e Redford) e também um conflito triangular. Mas a banda sonora de Barry -- um nome imprescindível da música incidental -- é poderosíssima e alimenta-lhe a mística pelos tempos afora (inesquecível a cena do voo, o enleamento de ambos, os planos de Pollack e os sons de "Flying Over Africa"...) Aqui é o tema de abertura, dirigindo o próprio compositor sobre uma orquestra não mencionada (!); em baixo a Orquestra Sinfónica do Teatro Castelar de Elda (Alicante), conduzida por Octavio J. Peidró.
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#53 A HARD DAY'S NIGHT - The Beatles
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
#52 ALLEGRO CON BRIO, Beethoven, Sinfonia #3, Bernstein
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
#51 ALLEGRO MOLTO. ALLEGRO CON BRIO, Beethoven, Sinfonia #1, Leonard Bernstein
O primeiro da Primeira de Beethoven. Ainda tão clássico, tão Haydn, os seu mestre, mas também já tão Beethoven, pujante, destemperado e romântico...
domingo, 26 de janeiro de 2014
#50 INTRODUZIONE*, do Concerto para Orquestra de Bartók, Ion Marin
O Concerto para Orquestra (1943) é uma das minhas peças preferidas, de todos os tempos e em todos os géneros. Para além da intensa melancolia e da grande tensão que conjuga, como um estado de prostração com súbitos espasmos nervosos, nunca posso esquecer que Béla Bartók estava no seu exílio norte-americano, com a saúde em baixo (morreria não muito depois) e a Europa em guerra. Este primeiro andamento resume tudo isso
sábado, 25 de janeiro de 2014
#49 ABERTURA (GARE D'AUSTERLITZ), José Mário Branco
de Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades(1971). Valsinha triste com os sons da estação de comboios de Austerlitz, em Paris, cidade de emigrantes portugueses fugidos à pobreza do país, dos desertores da Guerra Colonial, dos exilados políticos perseguidos pelo Estado Novo. Também desertor e exilado político (fora preso pela PIDE em 1962, e preparavam-se para lhe dar o castigo de combater no conflito criminoso de Portugal em África, em entrevista a Adelino Gomes, nesse ano de 1971, dizia José Mário Branco: "Eu, como os 700 mil portugueses que estão aqui em França, nunca abandono a ideia de que Austerlitz se transforme um dia numa estação de regresso ao meu país" (livreto do CD, 1995)domingo, 19 de janeiro de 2014
#48 QUANTO É DOCE, José Afonso, Canto D'Aqui
Abre Fura Fura (1979), um dos meus discos preferidos. Todo o lado A é preenchido com a música que José Afonso compôs para a peça «Zé do Telhado», levada à cena pelo grupo A Barraca. A voz de Zeca é particularmente calorosa (a letra é do nosso cancioneiro popular), dando o coro, a cargo dos Trovante, o contraponto vigoroso que o solista não se permite.
Em baixo, versão dos Canto D'Aqui, na Festa do Avante! 2012.
Em baixo, versão dos Canto D'Aqui, na Festa do Avante! 2012.
sábado, 18 de janeiro de 2014
#47 ALLEGRO MODERATO, Concerto #4, Beethoven, Zimerman & Bernstein
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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
#46 WASTED WORDS, The Allman Brothers Band, Gregg Allman
«Wasted Words», de Gregg Allman, aqui já o único brother sobrevivente, a dar a voz. Um prodígio de fusão country, blues e soul, e em que o todo instrumental é relevante (estou a pensar na secção rítmica), pese o destaque das guitarras. O diálogo entre a guitarra e o piano, com intromissão da bateria em fade out, consegue ser esfuziante.De Brothers And Sisters (1973). Em baixo, Gregg Allman em Los Angeles, 40 anos depoissegunda-feira, 13 de janeiro de 2014
#45 HELLO DOLLY, Louis Armstrong
Armstrong de novo fora (?) do jazz, nesta gravação de 1964 (o meu ano), música que fez sua, não o sendo: ...This is Lewissss, Dolly! O não ser jazz era algo para que ele se estava nas tintas, como o estavam o Duke, o Ray e o King, que, abaixo, o acompanham, num concerto lendário no Madison Square Garden.domingo, 12 de janeiro de 2014
#44 THAT OLD FEELING* -- Louis Armstrong & Oscar Peterson, Anita O'Day
Standard de 1937, gravado vinte anos depois, no encontro de Louie com Oscar Peterson. Satchmo só canta só como ele sabe, e não recorre à trompete; Oscar, nada torrencial, acompanha com subtileza, até dar o sinal de término, scat de Pops, dedilhar da guitarra de Herb Ellis -- e acabou.
Em baixo, Anita O'Day, também enorme, talvez a maior cantora branca de jazz.
sábado, 11 de janeiro de 2014
#43 SALVE AS FOLHAS, Maria Bethânia (com Ferreira Gullar)
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Um tom de litania, palavras do baiano Ildásio Tavares, música de Gerônimo, a abrir o esplêndido álbum Brasileirinho (2004), um disco que nos transporta para o mais profundo ethos brasileiro, português, índio e africano. Bethânia acompanhada pelos mineiros do Grupo Uakti; pelo meio o maranhense Ferreira Gullar (Prémio Camões) diz -- e que bem! -- um excerto dum poema do paulista Mário de Andrade, o livreto, atravessado por frases de João Guimarães Rosa. Ouvir, reouvir, muitas vezes, como uma prece.
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
#42 JUST GONE, King Oliver's Creole Jazz Band
Uma das primeiras gravações de Louis Armstrong (Abril de 1923), acabado de chegar de Nova Orleães, chamado por Oliver, em Chicago desde 1918. Ralph J. Gleason transcreve no livreto a evocação de Satchmo: "He sent for me to play second cornet [...] Couldn't nobody get me out of New Orleans but him! I wouldn't take that chance. / I hadn't heard his band till I got back to Chicago. When I heard it at the door I said 'I ain't good enough for this band, I think I'll go back...'"
Da autoria de Oliver e Bill Johnson, é desopilante e (minutos 1'-1'40") irresistível.
King Oliver (corneta, líder), Louis Armstrong (corneta), Honore Dutrey (trombone), Johnny Dodds (clarinete), Lil Hardin-Armstrong (piano), Bill Johnson (banjo) e Baby Dodds (percussão).
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domingo, 5 de janeiro de 2014
#41 ADAGIO SOSTENUTO. PRESTO*, Peter kuhar & Ivan Fercic
...da Sonata #9 (a Kreutzer), de Beethoven.
Se eu tivesse de escolher um único compositor para a ilha deserta, seria este -- o que mais me comove, o que mais admiro, tão tenso (veja-se como Peter Kuhar aborda o violino), tão patética, sublime e terrivelmente humano.
O 1.º andamento é uma das muitas obras-primas que este milagre de humanidade nos legou.
Peter Kuhar (violino) e Ivan Fercic (piano).
Se eu tivesse de escolher um único compositor para a ilha deserta, seria este -- o que mais me comove, o que mais admiro, tão tenso (veja-se como Peter Kuhar aborda o violino), tão patética, sublime e terrivelmente humano.
O 1.º andamento é uma das muitas obras-primas que este milagre de humanidade nos legou.
Peter Kuhar (violino) e Ivan Fercic (piano).
sábado, 21 de dezembro de 2013
#40 SENHOR ARCANJO -- José Afonso, Júlio Pereira
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
#39 RIO LARGO DE PROFUNDIS -- José Afonso
De Venham Mais Cinco (1973). Ao génio de José Afonso junta-se o extremo savoir-faire e a ironia de José Mário Branco, na direcção musical deste disco gravado em Paris, confirmada logo nesta faixa inicial, uma espécie de «Grândola Vila Morena» ao contrário. E uma referência devida a Yório Gonçalves, na guitarra.
domingo, 15 de dezembro de 2013
#38 NO SURPRIZE -- Aerosmith
De Steven Tyler e Joe Perry. Quando os Aerosmith eram interessantes. Abertura de Night In The Ruts (1979), balanço stoniano com reforço hard rock. A voz de Tyler não perdeu ainda o timbre dos primeiros discos, e a articulação é excelente ; as duas guitarras, Perry e Brad Whitford, muito bem entrosadas; briosa a secção rítmica (Tom Hamilton e Joey Kramer). O disco é, aliás, todo bom, e um dos meus preferidos da banda.
domingo, 8 de dezembro de 2013
#37 - AHMAD'S BLUES* -- Ahmad Jamal
Gravado no Spotlight Club, em Washington D.C., a 6 de Setembro de 1958. As palmas e o barulho de copos e pires entrechocando-se, não nos prepara para o que vem aí: primeiros acordes de contrabaixo (Israel Crosby), piano (Ahmad Jamal) e as vassouras de Vernel Fournier; passam 25 segundos e a mão direita de Jamal ganha vida própria. Um dedilhar concentrado até ao balanço cúmplice dos três instrumentos, que se acompanham, soltando-se Crosby, Fournier e Jamal dialogando de vez em quando com maior assertividade. O solo de Jamal, entre 1'28'' e 1'46'' estonteia e termina como um espasmo. Ouvimos a voz de Ahmad, quando em seguida fustiga as teclas, yes!, recolhendo logo o ímpeto, para a conversa continuar, um pouco mais agitada. O público já aqueceu, vamos ao resto...
domingo, 1 de dezembro de 2013
#36 MOVE* -- Miles Davis
Um lençol sonoro de 6 sopros 6: Miles Davis, trompete; Kai Winding, trombone; Junior Collins, trompa; John Barber, tuba; Lee Konitz, sax alto; e Gerry Mulligan, sax barítono. O noneto é completado com a secção rítmica: Al Haig, piano; Joe Shulman, contrabaixo; Max Roach, bateria. Acolhedores, os graves da tuba e do barítono, mas um break da bateria lembra-nos que a pacificação é ilusória. Solam Miles e Konitz (uma alegria, o seu fraseado), e depois todos os metais, com Max Roach a pôr pontos nos is.
Move foi composto pelo baterista Denzil [DaCosta] Best, e abre Birth Of The Cool (1957) (o alinhamento do cd difere do do lp...)
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
#35 ST. LOUIS BLUES - Louis Armstrong
Standard absoluto de W. C. Handy, reconhece-se à partida o inconfundível pulmão de Satchmo.
O acompanhamento inicial, clarinete, trombone, piano, suave, a realçar ainda mais a trompete, que entra, aos 1'21'' numa cadência caribenha (matéria para quem saiba de música e etnomusicologia...)
Segue-se o embalo para preparar a voz quentíssima de Velma Middleton. O diálogo entre Velma e Louie, primeiro voz e trompete, depois voz e voz, é extraordinário. O solo de Bigard, por volta dos cinco minutos, acompanha o início da disputa entre o casal, quando a conversa degenera, entra veemente, aos 7 minutos, o trombone de Trummy Young. No final, parte-se a loiça toda, trompete e trombone polemizam, o piano de Billy Kyle parece entornar as teclas, como se num desenho animado americano da época de ouro. Um break de Barrett Deems parece acabar com a conversa.
Faixa #1 de Louis Armstrong Plays W. C. Handy (1954). L. A., trompete e voz; Trummy Young, trombone; Barney Bigard, clarinete; Arvell Shaw, contrabaixo; Barrett deems, bateria; Velma middleton, voz. LP CBS.
[actualizo (ando um bocado à nora com este blogue...) para postar uma actuação em Itália, 1959]
segunda-feira, 22 de julho de 2013
#34 LOVE ON THE LINE* -- Barclay James Harvest
Uma boa entrada, entrada grandiosa (suponho que a isto se chame "rock sinfónico", enfim...), baixo de Holroyd bem sincopado, bateria de Pritchard, a seguir. O Holroyd é um insuportável pomadoso, mas, mesmo assim, a letra safa-se, tal como a guitarra de Lees, este também em apoio vocal ao primeiro.Apesar de tudo, gosto -- gosto a que não será alheio o impacto que teve, nos meus 15 anos, esta entrada triunfal no velho pavilhão do Dramático de Cascais, na digressão que promovia o disco.
Em baixo, uma competente prestação ao vivo, suponho que na kitsch Alemanha, onde os BJH foram sempre mais populares do que em casa. Mesmo assim, não tão boa como a que assisti em Cascais.
Faixa 1 de Eyes Of The Universe (1979). Tema de Les Holroyd. John Lees, voz, guitarra e teclas; Les Holroyd, voz, baixo e teclas; Mel Pritchard, bateria (e teclas?).
sábado, 8 de junho de 2013
#33 - HELP! *-- The Beatles, Deep Purple
Quando, na minha infância inocente, ouvia este brado lancinante do John Lennon, devia ter a vaga ideia de que se tratava de algo sério, mas logo o incrível arranjo vocal do George Martin, e o beat !, me transportavam para outras galáxias, que eu nem sequer supunha existirem.Do álbum homónimo (1965), faixa 1.
Em baixo, ao vivo (BBC?...) e mais abaixo, cover dos Deep Purple...
terça-feira, 7 de maio de 2013
#32 - SUNDAY -- David Bowie
Heathen (2002), o negrume do aftermath do 11 de Setembro, de que «Sunday», litania de abertura, é o rescaldo, o day after (o ataque foi perpetrado num sábado), uma prece que suplica por protecção e amparo. Um óptimo disco, com produção excelsa do próprio D.B., com o experimentado Tony Visconti.
Em baixo, ao vivo em Paris, nesse mesmo ano.
domingo, 28 de abril de 2013
31 -- SUBÚRBIO -- Chico Buarque
O olhar atento de Chico Buarque, sempre para além da superfície e à margem do bonitinho; «choro-canção» com uma lírica fantástica que faz jus a quem sempre cultivou com mestria -- essa língua «que abusa / De ser tão maravilhosa». Faixa inicial de Carioca (2006). L. C. Ramos, violão; Jorge Helder, baixo acústico; Celso Silva, pandeiro; Cristóvão Bastos, piano acústico; Paulo Sérgio Santos, clarinete; Marcelo Bernardes, flauta; Hugo Pilger, violoncelo. Em baixo: gravações do CD e do DVD.
quarta-feira, 24 de abril de 2013
#30 -- SKYLINER -- Charlie Barnett
Música para levantar o moral das tropas norte-americana estacionadas na Europa, no pós-guerra, via rádio. De e por Charlie Barnett, regente e saxes soprano e tenor.
domingo, 7 de abril de 2013
#29 - QUELQU'UN MA DIT -- Carla Bruni
A voz cálida e envolvente de Carla Gilberta, alguém que eu desconhecia, mesmo como modelo, uma revelação absoluta e o prazer de ouvir cantar em francês. Levado por «Quelqu'un ma dit», que refrescava a rádio, fui à descoberta do álbum, com o mesmo título (2002). Magnífico disco, todas as faixas boas, várias de altíssimo nível.
Música: Carla Bruni; letra: C.B. e Leos Carax; Louis Bertignac, guitarras e piano; Léna Fablet, violeta; Roselyne Macario, voz; Vincent Catulescu, violoncelo; Laurent Vernerey, contrabaixo; Steve Shehan, precussão.
segunda-feira, 1 de abril de 2013
#28 - Planet Claire -- The B-52's
Um rápido crescendo da secção rítmica, apitos espaciais e sintetizadores a que se juntam as vozes femininas, a vocalização de Schneider em diálogo com a guitarra. Abria-se o óptimo álbum de estreia (1979) dos B-52's. Fred Schneider (voz e percussão) Kate Pierson e Cindy Wilson (vozes e teclas), Ricky Wilson (guitarras) e Keith Strickland (bateria). Em baixo, ao vivo, em 1983, com o formidável desopilanço dos metais.sexta-feira, 29 de março de 2013
#27 FICA MAIS UM POUCO AMOR -- Adoniran Barbosa
Um sambinha delicioso do grande Adoniran Barbosa, paulista filho de venezianos, uma personagem da MPB. Notável. (Do LP homónimo, de 1981).
Fica mais um pouco, amor
Que eu ainda não dancei com você
Somos quase vizinhos, fazemos o mesmo caminho,
Vamos, me dê sua mão
Quando o baile acabar, eu deixo você no seu portão.
Somos quase vizinhos, fazemos o mesmo caminho,
Vamos, me dê sua mão
Quando o baile acabar, eu deixo você no seu portão.
Eu não vou pedir, mas se você quiser me dar
Aquele beijo, ao qual eu faço jús
Espero você entrar, acender e apagar a luz
Abrir a janela e me dizer:
"boa noite, zé, té manhã se deus quiser".
Tá tudo legal
Aquele beijo, ao qual eu faço jús
Espero você entrar, acender e apagar a luz
Abrir a janela e me dizer:
"boa noite, zé, té manhã se deus quiser".
Tá tudo legal
domingo, 24 de março de 2013
#26 WOULDN'T IT BE NICE -- The Beach Boys
De Brian Wilson (música) & Tony Asher (letra), em Pet Sounds, de 1966. Brian Wilson retira o selo de frivolidade aos Beach Boys, mantendo, porém, a frescura deles, e em especial do seu extraordinário e contagiante trabalho vocal. Em baixo, num estúdio de televisão n-americana, 1971. Brian Wilson, voz e teclas; Carl Wilson, voz e guitarra; Dennis Wilson, voz e bateria; Al Jardine, voz e tamborim; Bruce Johnston, voz; Mike Love, voz; e uma infinidade de outros músicos.sábado, 16 de março de 2013
#25 MODERATO do Concerto para Violeta de Béla Bartók -- Jaroslav Karlóvský, Luca Ranieiri -- Béla Bartók
Concerto póstumo e inacabado, finalizado pelo discípulo de Béla Bartók, Tibor Serly, tal como o Concerto para piano #3. Pertencem ao período americano do enorme compositor húngaro, tal como o inolvidável Concerto para Orquestra, cuja vigor também aqui se reconhece. A um tempo melancólico e fogoso, não parece ter saído do génio de alguém que, desenraizado e muito doente, estaria certamente em profundo abatimento.
Em baixo, Jaroslav Karlovský com a Orquestra Filarmónica Checa, dirigida por Karel Ancerl.
A seguir, os primeiros 9'57'' por Luca Ranieri com a Orquestra Sinfónica da RAI, dirigida pelo arménio George Pehlivanian, que já tive a sorte de ver e ouvir.
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Orquestra Sinfónica da RAI
sábado, 9 de março de 2013
#24 THE LONE RHINOCEROS -- Adrian Belew
Em The Acoustic Adrian Belew (1993), acústico e a solo. Humor triste do rinoceronte solitário, em que não se dá, nem podia, pela facilmente reconhecível guitarra dos King Crimson (é obra ser-se uma guitarra reconhecível na banda que tem por mentor Robert Fripp).
Aqui em baixo, Nova Iorque, 2009, Belew guitarra um rino gemebundo.
domingo, 3 de março de 2013
#23 ALL SHOOK UP -- Jeff Beck & Rod Stewart, Elvis Presley, Cliff Richard & The Shadows

Versão electrizante e magnificada (como pode comprovar-se) da música de Ottis Blackwell & Elvis Presley, pelo Jeff Beck Group, não fosse Beck um dos grandes heróis da guitarra do rock e Stewart, nesta altura (e, depois, sempre que queira) um dos seus maiores vocalistas. No baixo, Ron Wood (Ron e Rod iriam a seguir para os Small Faces); no piano, Nicky Hopkins; Tony Newman, na bateria.
Do álbum de 1969, Beck-Ola, mais tarde reeditado como The Most of Jeff Beck Featuring Rod Stewart.
Em baixo, a versão original, cantada por Elvis (1957),
e ainda uma gravação esplêndida de Cliff Richard
com metade dos Shadows: Hank Marvin (outro guitar hero) e Bruce Welch, creio que em 1979.
sábado, 23 de fevereiro de 2013
#22 BABA O'RILEY -- The Who, Pearl Jam
Poucos extravasam o som, e a fúria com a verve de Pete Townshend, o grande.
Extractos dos concertos organizados, em Londres, Dezembro de 1979, por Paul McCartney e a ONU, em favor do povo cambodjano, numa aflitiva situação de fuga dos Khmers Vermelhos, que haviam dizimado o país, em face da invasão do vizinho Vietname.
Baba O'Riley abre este álbum desigual. Melhor é ver o filme, em baixo.
Roger Daltrey, voz e harmónica; Pete Townshend, guitarra, voz e uns synths que pusera a tocar sozinhos; John Entwistle, baixo; Kenney Jones, bateria.
Abaixo, uns furitos abaixo, os Pearl Jam. Eddie Vedder faz, bem, o que pode, mas não é Daltrey quem quer. Fantástico o público de Santiago do Chile.
domingo, 17 de fevereiro de 2013
#21 RIFF RAFF -- AC/DC
Gravado em Glasgow, em alta voltagem, blues branco incrivelmente musculado, mas blues, como escrevi no post anterior. O velho Muddy Watters dizia: «The blues had a baby and they named it rock and roll». Podem chamar-lhe esse e nomes piores; a raiz deste Riff Raff de australianos (no entanto escoceses, Young, Young & Scott...), a raiz está no Delta do Mississípi.
Em If You Want Blood You've Got It (1978). Angus Young, guitarra; Bon Scott, voz; Cliff Williams, baixo; Malcolm Young, guitarra; Phill Rudd, bateria.
Em baixo, versão em estúdio, incluída em Powerage, do mesmo ano, solos de Angus Young com nuanças.
Finalmente, no Apollo Theatre, Glasgow, onde tudo foi gravado.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
#20 HIGHWAY TO HELL -- AC/DC, Chester Bennington & Slash

Do álbum homónimo de 1979: Angus Young (guitarra), Malcolm Young (guitarra), Bon Scott (voz), Cliff Williams (baixo) e Phil Rudd (bateria).
Ora bem: blues é o que isto é, e do bom, dos riffs à lírica, Bon Scott premonitório sobre a muito próxima ida para pior -- nem para o Inferno nem para o Céu, antes para o nada, sufocado pelo próprio vómito.
Aos 2'11'' a guitarra de Angus Young geme, distorce e pontua com mestria com os esgares vocálicos de Scott.
Em baixo, ao vivo, nesse ano de 79, em Arnhem, Holanda.
E mais abaixo: Chester Bennington (Linkin Park) e Slash (São Francisco, 2006).
domingo, 10 de fevereiro de 2013
#19 EL ALBAICÍN de Isaac Albéniz, Esteban Sánchez, Sara Baras
De novo Iberia de Albéniz, com Esteban Sánchez ao piano: «El Albaicín», bairro da mui andaluza e mourisca Granada.
Em baixo, a incrível Sara Baras.
sábado, 9 de fevereiro de 2013
#18 RONDA DAS MAFARRICAS
Da faixa #3, lado B, de Cantigas do Maio (1971). José Afonso, sempre à frente na música popular. Incomparável, inigualável, inultrapassado enquanto viveu e compôs. A recriação incessante da sua música, a que assistimos de todos os lados, dos consagrados aos novíssimos, demonstra-o eloquentemente.
Gravado no Strawberry Studio, em Paris (creio que pertença do Elton John), grande músicos franceses, além de Francisco Fanhais (aqui na guimbarda, espécie de berimbau), José Mário Branco, a quem se deve a direcção musical e os arranjos (além das teclas) e Carlos Correia (Bóris) nas guitarras.
Em baixo, versão de Cristina Branco e
Janita Salomé, ao vivo
Em tempo: a letra é de António Quadros (pintor).
domingo, 3 de fevereiro de 2013
#17 OLYMPIA
Em 1981, a parafernália musical, tecnológica e mediática que Jon Anderson nos conta estava ainda só a começar (faixa #1 de Animation, terceiro álbum a solo do principal vocalista dos Yes).
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