terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

#175 - BOOGIE CHILLEN, John Lee Hooker

Operário numa fábrica de Detroit durante o dia, músico à noite. Hooker foi dos primeiros a electrificar a guitarra nos blues. Esta é uma história de vida, da sua vida quando garoto, que após os cânticos na igreja local, pegava na guitarra e ia animar as festas e os bailes. Parece que a mãe não aprovava.

#174 - AMAZING, Aerosmith

Nem pelo espanto redentor de estar vivo ou pela alegria da libertação do jugo dos estupefacientes; não foi por isso que resolvi postar esta musiquinha banal, antes pelo solo da guitarra de Joe Perry, no fim. Aliás, o final é todo um programa musical, e de rádio. É tão bom, que tinha de vir parar aqui.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

#173 - 25 MINUTES TO GO, Johnny Cash

Digamos que é Cash sob o signo da paródia, não apenas pelo humor negro da canção, como pela circunstância de esta alegada balada do verdadeiro oeste ter sido escrita e publicada em 1962 (três anos antes desta versão), pelo multitalentoso Shel Silverstein.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

#172 - DOWN TO THE WATERLINE, Dire Straits

Um professor de inglês e ex-jornalista que devém improvável guitar hero. A guitarra e a técnica de Mark Knopfler, o som retro como sonoridade de marca, uma voz castigada, entre Dylan e J. J. Cale, uma cantiguinha sobre amores juvenis furtivos que abria o primeiro álbum dos Dire Straits (1978).
Em baixo, em Colónia, no ano seguinte.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

#171 - ALL IN ALL (THIS ONE LAST WILD WALTZ)*, Kevin Rowland and Dexys Midnight Runners

Não sei se o Kevin Rowland já explicou o que queria dizer com esta letra, incluindo o último verso erm gaélico ou coisa que o valha, mas deve ser sério; porém, como na música o que me interessa, em 90% dos casos, é mesmo a música, direi que esta é uma das minhas valsas, perfeita do canto de Rowland ao solo de Helen O'Hara, da secção rítmica aos coros. Em baixo, no ano da gravação, 1982, que deve ter sido quando os vi na Festa do Avante!, no Alto da Ajuda. (Agora encurtaram o nome para Dexys.)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

#170 - AQUARELA DO BRASIL,João Gilberto, Caetano Veloso & Gilberto Gil

Tema inescapável de Ary Barroso, envolvendo certa concepção turística de Brasil (um pouco como o nosso «Abril em Portugal»), reinterpretada por João Gilberto, em 1981. Ler análise excelente aqui.  Em baixo, J.G. ao vivo na Globo, no ano seguinte.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

#169 - FANTASY, Earth, Wind & Fire

O soul na sua forma mais espectaculosa, entre o funk e, perigosamente, o disco. É indubitavelmente uma manifestação da alma afroamericana.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

#168 - AFTER YOU'VE GONE, Benny Goodman / Buddy DeFranco

Velho standard (1918), tocado e gravado por quase toda a gente. Benny Goodman registou-o várias vezes. Este é de 1945. Goodman ao clarinete, Red Norvo no vibrafone e Teddy Wilson swingam desenfreadamente; e oiça-se o solo de contrabaixo com arco de Slam Stewart em diálogo com o clarinete, e a finalizar em êxtase, Goodman, Norvo e Wilson. É a loucura.
Em baixo, numa homenagem ao mesmo Goodman, em 1991, o excelente Buddy DeFranco (falecido na véspera do último Natal), numa fantástica formação. Vale a pena estar atento à guitarra do veteraníssimo Herb Ellis.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

#167 - CHANGES*, Black Sabbath / Ozzy Osbourne

A balada célebre do sensacional Vol. IV (1972 -- também me criei a ouvi-lo). Música do guitarrista Tonny Iommi (aqui ao piano e no mellotron, instrumento prog por excelência) e letra de Geezer Butler (o baixo, e também no mellotron). Piano em posição fetal, mellotron inconsolável. Osbourne, em baixo, a cantá-la.

#166 - AQUELE ABRAÇO, Gilberto Gil

O grande Gil em 1969 [eu até oiço aqui ecos de Abbey Road, e vice-versa...], despedindo-se a caminho do exílio, e fazendo um manguito aos militares da ditadura brasileira.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

#165 - AND THE SUN WILL SHINE, Bee Gees

Do álbum de 1968 dos irmãos Gibb, Horizontal, música bem carpinteirada. Em baixo, seis anos depois, em Melbourne, magnificamente cantada por Robin Gibb, como sucedera já na gravação original.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

#164 - BLACK NIGHT, Deep Purple

O hard rock  e o heavy metal foram designações arranjadas pela indústria à maior carga eléctrica que os jovens músicos britânicos da segunda metade da década de 1960 e início da seguinte imprimiram ao british blues, carga essa guarnecida pelos solos instrumentais, em especial da guitarra e da bateria. Dessa malta, em primeiro estavam os Led Zeppelin e depois vinham todos os outros. E na linha da frente desse outros todos contavam-se os Deep Purple, cinco grandes músicos, como se ouve. Black Night  é um single de 1970; em baixo, os Purple em Copenhaga, dois anos mais tarde. Eu cresci a ouvir estes gajos e a ouvi-los vou morrer. Ámen.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

#163 - BOYS DON'T CRY, The Cure

O riff  será sempre reconhecível e atribuível.  (Os rapazes, por vezes, são fracos.)
Em baixo, no programa do grande Jools Holland. 


sábado, 31 de janeiro de 2015

#162 - HIDE & SEEK, Curved Air

Um grande som de rock-fusão-folk de que se fez (e ainda faz) o esplêndido rock progressivo dos Curved Air. Abertura excepcional, piano e bateria a criarem atmosfera, seguindo-se o fraseado da guitarra até à grande pedra que é o riff, a introduzir a extraordinária Sonja Kristina. 
Em baixo, filme recente com o line up  actual, maior protagonismo do violino (bem conseguido, aliás), restando apenas Sonja Kristina e o baterista Florian Pilkington-Miksa da formação original. Entre a gravação original de Air Conditioning (1970) e esta actuação há quarenta anos de intervalo.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

#161- CORCOVADO /QUIET NIGHTS OF QUIET STARS, Stan Getz & João Gilberto

O casamento perfeito do jazz com a bossa nova. Astrud Gilberto, cantando a versão em inglês, o piano de Tom Jobim (o compositor), o sax de Getz, voz e guitarra de Gilberto. O sax de alma dengosa de Getz; o piano grandiosamente minimal de Jobim, Gilberto etéreo e eterno. Que lindo.
Em baixo, a delicada Astrud e um combo de suporte (quase diria ser o SG no sax, mas nã me parece).

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

#160 - LOGUNEDÉ, Gilberto Gil

Divindade do panteão do candomblé, Logunedé tem sido, parece que incorrectamente, conotado, entre outras coisa, com a ambiguidade sexual. É um leitura que pode fazer-se deste tema de Gil.
Excelente em Montreux, em baixo.

domingo, 25 de janeiro de 2015

#159 - COTTON FIELDS, Creedence Clearwater Revival / John Fogerty

Versão do tema de Leadbelly, gravado pela primeira vez em 1940, reminiscências de infância do velho trovador negro.
Em baixo, John Fogerty, o frontman dos CCR.

sábado, 24 de janeiro de 2015

#158 - BALLAD OF HOLLIS BROWN, Bob Dylan / Rise Against

Uma balada folk que nos atira para um cenário pesado, com as cores da Grande Depressão. O filme da banda de Chicago, Rise Against, de 2012, coloca-nos, aliás, em pleno Grapes Of Wrath (As Vinhas da Ira), esse livro fundamental de John Steinbeck.

domingo, 18 de janeiro de 2015

#156 - AISHA, John Coltrane / Brent Gallagher Trio

Aisha era a mulher de McCoy Tyner, o compositor, que aqui ouvimos ao piano. Coltrane grava uma balada de um dos seus sidemen, algo que não era frequente. Ela, a balada (quanto à musa, não no sei) era magnífica. O solo da trompete é de Freddie Hubbard. O trabalho de Elvin Jones com as vassouras é notavelmente caricioso, como o impõe esta lânguida música amorosa.
Em baixo, o Quinteto de Brent gallagher, em 2011.