Um inédito primoroso de José Afonso. Não encontrei no YouTube, mas, em contrapartida, posto a primeira versão de um disco anterior, Outra Vida (2006). "Estão livres de perigo os homens fáceis"...
Um blogue de música para mim e quem o quiser apanhar, a girar desde 1 de Dezembro de 2012.
sexta-feira, 25 de abril de 2014
domingo, 20 de abril de 2014
quinta-feira, 3 de abril de 2014
#73 THE OLD COUNTRY, Nat Adderley, Sara Mitra
terça-feira, 1 de abril de 2014
#72 - LÁ NO XEPANGARA, João Afonso & João Lucas, José Afonso
A tragédia do colonialismo, segundo José Afonso. Tragédia em ritmo de trópico, como o sublinha o exuberante piano de João Lucas e as vocalizações de Afonso sobrinho.
Em baixo, o original afonsino de O Coro dos Tribunais (1975).
segunda-feira, 31 de março de 2014
#71 - GRANADA (de Albéniz), Aitana de Jong Mompó
Como se Boabdil, o último Abencerragem, aguardasse os exércitos dos Reis Católicos, antevendo o exílio no outro lado do Estreito.
(Ou então, e porque não?: uma ponte entre Chopin e Satie).
No Youtube não encontrei a gravação de Esteban Sánchez. Em baixo, um registo de Aitana de Jong Mompó.
domingo, 30 de março de 2014
quarta-feira, 26 de março de 2014
#69 WINTER, Tori Amos
Um tom quase elegíaco. T.A. contida, a orquestra, dirigida por Nick DeCaro, acentua o pathos, com a gravidade do inverno na alma.
Em baixo, em Montreux, em 1991 ou 92.
segunda-feira, 17 de março de 2014
#68 WALK ALL OVER YOU, AC/DC
O riff solitário, reconhecível à distância, à medida que entram baixo e segunda guitarra, postos em suspenso pela bateria. Abre-se um diálogo entre as guitarras dos irmãos Young, e surge Scott, avinhado e obsceno, a cantar como nunca mais. Pouco antes do fim, um solo memorável de Young, terminando tudo em Bon.
Em baixo, um descarado playback, que só aqui fica porque sim.
domingo, 16 de março de 2014
#67 CANTIGA DO MONTE
Um belíssimo poema de José Afonso, também autor da música (em Traz Outro Amigo Também, 1970), magnificados por João Afonso e João Lucas. A voz do sobrinho é mais grave que a do tio; o piano aquece-nos e afoga-nos. É sublime.
sábado, 15 de março de 2014
#66 ONE FOR DADDY-O, Cannonball Adderley, Royce Murray
A entrada inspiradíssima do piano de Hank Jones, trompete e sax alto a par até ao arranque a plenos pulmões de Julian Adderley; depois, Miles Davis, cheio de coolness; o balanço contínuo da secção rítmica. Terceiro solo, o piano a desenvolver o fraseado inicial. Imparáveis, novos solos de Julian, Miles e Hank, para terminar com os riffs com que os sopros abriram, Miles perguntando a Alfred Lion, o produtor: "Era isto que querias, Alfred?..." O tema é de Nat Adderley.
Em baixo, o quarteto de Royce Murray.
quarta-feira, 12 de março de 2014
#65 GIRL, Tori Amos
A Tori Amos canta(-se) muito bem. A produção, sua e de Eric Rosse é excelente: os samples de cordas (o final podia ser dum quarteto de Dvořák...), o tratamento das vozes...
domingo, 9 de março de 2014
#64 JÁ O TEMPO SE HABITUA - João Afonso & João Lucas, José Afonso
A interpretação de João Afonso, altíssima, ao nível da lírica de José Afonso, seu tio, uma angústia de inevitabilidade e solidão. João Lucas, a quem pertence o arranjo, exímio (o solo é maravilhoso), dá ossatura a este tema superlativo.
Em baixo, o original, de Cantos Velhos, Rumo Novo (1969).
#63 ASTURIAS (LEYENDA) (Albéniz) - Esteban Sánchez, Boris Berezovsky
Catalão e profundamente espanhol Albéniz apaixonou-se pelo Sul, pela Andaluzia, mas, em vida, foi mais apreciado em França do que no país natal. Gabriel Fauré disse dele: «Não há nada mais que um Isaac Albéniz sobre a terra digno de ser Isaac Albéniz.»
Esta interpretação de Sánchez é notabilíssima. Em baixo, um filme com Boris Berezovsky.
quarta-feira, 5 de março de 2014
#62 CRUCIFY - Tori Amos
De Little Earthquakes (1992). Bem construída e produzida, surpreendente em primeira audição, mantendo interesse nas posteriores, tem a intensidade e o estranhamento a que a letra obriga, sem forçar demasiado a nota, como por vezes lhe sucede. Em baixo, boa performance ao vivo, em 2002.
domingo, 2 de março de 2014
#61 HIGHWAY TO HELL - AC/DC
Tema inicial do álbum homónimo, de Young, Young & Scott. Simples, duro, directo e bom, dos riffs e do solo de Angus Young à voz de bagaço do bon do Scott, no seu último disco. Em baixo, em Paris, Dezembro de 1979.
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
#60 SOMETHIN' ELSE - Cannonball Adderley
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
#59 POCO SOSTENUTO. VIVACE, da Sinfonia #7 de Beethoven, Zubin Metha
Parece-me claro ser a 7.ª, e não a 8.ª, que prefigura a 9.ª
Zubin Metha e a Orquestra Filarmónica de Israel.
(em tempo, 24/II: e continua a ouvir-se, directamente, a 6.ª na 7.ª, para além de tudo o resto, o antes e o depois, como é óbvio)
(em tempo, 24/II: e continua a ouvir-se, directamente, a 6.ª na 7.ª, para além de tudo o resto, o antes e o depois, como é óbvio)
#58 BACK IN THE U.S.S.R. - The Beatles, Paul McCartney
Tema directo e inspirado a abrir um dos mais fantásticos discos dos Beatles, o so called duplo White Album, que tem tudo: do rock'n'roll ao experimentalismo. O grande McCartney, que compôs, canta, toca guitarra, o piano e uma parte da bateria... brinca na Guerra Fria (estamos em 1968) e pisca os olhos à música americana (Chuck Berry, The Beach Boys, Hoagy Carmichael, está tudo aqui), enquanto clama pelas miúdas russas e ucranianas (outros tempos...).
Em baixo, Macca em Moscovo, já neste século, Putin a assistir.
domingo, 16 de fevereiro de 2014
#57 TONGA DA MIRONGA DO KABULETÊ, Vinicius de Moraes & Toquinho
Álbum gravado ao vivo no "Trova", de Buenos Aires. Tonga da mironga do kabuletê, parece que não quer dizer nada, são vocábulos de origem africana que sugestionaram Vinicius pela sua musicalidade, sendo, também uma forma divertida de mandar os militares, que então governavam o Brasil, para as mães deles. O diálogo em baixo com Toquinho, num registo também efectuado na Argentina, indicia-o. É uma alegria de música, e a bateria de Enrique Rosner tem um beat que não nos dá sossego.
Depois, vídeo da RAI, canta-se em italiano.
sábado, 15 de fevereiro de 2014
#56 JAMES BOND THEME*, Monty Norman, Keith Lockhart
James Bond, os filmes, as músicas, trazem-me inúmeras recordações. Sou capaz de lembrar-me em que circunstâncias vi determinado filme, em que cinema e com quem. As músicas são esplêndidas ,na sua maioria, e têm o dedo de John Barry, na autoria ou na orquestração, como sucede com este tema de Monty Norman, do inicial «Dr. No», incrível de força e, ao mesmo tempo, subtileza. O vibrafone e os trombones em crescendo com a perturbante guitarra, até à explosão estrepitosa dos sopros com a bateria, para retomar o tema inicial e finalizar à Bond, James Bond...
Em baixo, a Orquestra da BBC, dirigida por Keith Lokhart, em 2011
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